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Transportador autônomo de carga: vale a pena contratar?

Tanto transportadoras quanto empresas que possuem um setor de transporte e logística precisam de bons profissionais à frente do volante. Isso aumenta as chances de a carga chegar a seu destino com segurança e qualidade, otimizando os resultados. Entre as possibilidades, está a contratação de um transportador autônomo.

Porém, essa é uma alternativa que se junta a outros dois modelos de contratação: a de motorista terceirizado e a de funcionário CLT. Cada uma tem características distintas, então a escolha exige uma consideração cuidadosa sobre os principais pontos dessas opções.

Na sequência, você entenderá se vale a pena contar com um transportador autônomo ou se o ideal é buscar outra modalidade de contratação. Confira!

Como funciona a contratação de um transportador autônomo?

O transportador autônomo de cargas (TAC), ou apenas motorista autônomo, é um profissional contratado para prestar serviços de transporte de mercadorias. Ou seja, o transportador autônomo atua como um empresário que presta serviços para outro negócio.

Nessa modalidade específica, ele é o responsável por negociar as condições de transporte, como distância, prazo e preço. Uma subclassificação do transportador autônomo é o transportador agregado.

Ele também é contratado para prestar serviços, mas o faz de maneira exclusiva para a empresa. Nesse caso, toda a negociação é feita entre o empreendimento e o cliente, cabendo ao motorista apenas a movimentação da carga.

Em ambos os casos, o transportador é o dono do veículo e o responsável por custos como manutenção, combustível e regularização. Porém, o motorista agregado pode ter benefícios diferenciados, como forma de compensar a exclusividade do contrato.

Pela maneira de cada um atuar, é possível dizer que todo transportador agregado é autônomo, mas nem todo autônomo é agregado. 

Vantagens

Considerando os pontos apresentados, a contratação de caminhoneiros autônomos oferece vantagens para a empresa, como a flexibilidade. É possível escolher um profissional totalmente autônomo ou agregá-lo nas operações de movimentação de carga.

Além disso, essa tende a ser uma modalidade menos burocrática para contratar motorista. Há como negociar com o transportador de forma direta, realizando a contratação de acordo com os pontos acordados.

Outro ponto positivo é que os profissionais são os donos e responsáveis pelos veículos. Essa pode ser uma maneira de expandir a frota e aumentar a capacidade de atendimento sem precisar investir em novos veículos.

Para o transportador, também há vantagens. Quem atua como TAC tem mais flexibilidade de horário e pode complementar os serviços para compor a renda. Já o agregado tem mais previsibilidade de receita, pois pode existir um volume mínimo de transporte a ser realizado.

Desvantagens

Ao mesmo tempo, existem desvantagens para considerar. Ao contratar um transportador de carga rodoviária que seja totalmente autônomo, ele pode não estar disponível na próxima vez que o negócio precisar do serviço.

No caso de optar por agregar o profissional, é necessário ter atenção às condições do contrato. O acordo deve ser especificamente de prestação de serviços; caso contrário, pode existir margem para o reconhecimento de vínculo empregatício. 

Ainda, pode existir um nível menor de controle e de cobrança por desempenho, por exemplo. Para os profissionais, também há desvantagens. Por exemplo, o transportador autônomo de carga precisa buscar clientes constantemente. 

Já o agregado passa a ter menor capacidade de atender a outros clientes. Ademais, ambos precisam arcar com todos os custos do veículo, o que exige mais atenção para ter um frete com lucro.

Como ocorre a contratação de um motorista terceirizado?

A próxima modalidade é a contratação terceirizada. Nesse caso, o motorista é um funcionário contratado de outra empresa, que será a responsável por disponibilizar os serviços para a contratante.

Ou seja, a sua empresa contará com o funcionário de outra companhia para realizar os serviços de transporte. Nesse caso, o contato acontece entre a contratante e a terceirizada, que negocia preços e demais condições.

Após uma seleção, o motorista escolhido é designado para prestar os serviços na contratante. Porém, é a terceirizada que se responsabilizará pelo pagamento e pelo cumprimento de direitos trabalhistas.

Vantagens

Em relação aos pontos positivos, a contratação de um motorista terceirizado pode oferecer mais praticidade. A empresa não precisa buscar os profissionais individualmente e, em vez disso, pode buscar diretamente a terceirizada.

Também é comum que o contrato permita a realização de substituições em relação aos profissionais, caso necessário. Se o motorista não puder realizar o transporte, a terceirizada fica responsável por designar outro transportador.

Para o profissional, pode ser interessante pela existência de vínculo trabalhista, o que garante os direitos previstos na legislação.

Desvantagens

Já em relação às desvantagens, a empresa contratante deve observar a corresponsabilidade quanto aos direitos trabalhistas. Embora o profissional não tenha vínculo empregatício com ela, a lei determina que a contratante também pode ser responsabilizada em determinadas situações.

Portanto, é necessário solicitar e conferir toda a documentação, como os comprovantes de quitação de todas as obrigações com o motorista. Além disso, não é possível dar ordens diretas ao transportador, pois não é uma relação de emprego. 

Para complementar, essa pode ser uma alternativa com custos mais elevados quando comparada ao transporte autônomo.

Como se dá a contratação de um motorista CLT?

Por último, existe a contratação de um caminhoneiro com carteira assinada, seguindo a Consolidação de Leis do Trabalho (CLT). Na prática, isso significa que o profissional se torna um funcionário da empresa.

Portanto, o profissional tem que cumprir uma carga horária mínima e recebe um salário fixo para desempenhar as tarefas. Ele também é parte do quadro de funcionários e deve atender a todas as regras previstas pela responsável.

Vantagens

Uma das vantagens de ter um profissional CLT é a continuidade da atuação do motorista. Se o profissional tiver qualidades desejáveis, como uma certificação específica, pode valer a pena para garantir que ele esteja sempre disponível.

Outro ponto positivo é que existe mais integração. Por fazer parte do quadro de funcionários, é mais fácil para o profissional trabalhar em equipe, por exemplo.

Também há um nível maior de controle e de acompanhamento de tarefas e desempenho. Como consequência, também é mais fácil realizar cobranças em relação aos resultados apresentados.

Para o profissional, a grande vantagem é o fato de estar respaldado por direitos trabalhistas. Logo, passa a ter direito a descanso remunerado, férias, 13º salário e outros benefícios previstos na lei.

Desvantagens

Assim como os demais modelos, a contratação via CLT também apresenta pontos negativos. Para a empresa, um dos aspectos mais determinantes é o custo mais elevado devido aos tributos e encargos.

Além do salário, é necessário recolher impostos e pagar benefícios obrigatórios. Isso também pode gerar mais burocracia, exigindo maior atenção com a documentação e demais questões legais.

Outra desvantagem é que a empresa fica responsável por fornecer o veículo, bem como pelo pagamento de combustível e da manutenção. Isso aumenta os custos gerais e pode afetar a lucratividade.

Ainda, existe menor capacidade de atender a um aumento da demanda. Uma vez que todos os profissionais estejam comprometidos com cargas e fretes, tende a ser relativamente complicado contratar mais motoristas qualificados em pouco tempo.

Para o caminhoneiro, há também pontos a considerar. Nesse modelo, o salário tende a ser menor, devido aos custos embutidos. Logo, dependendo do caso, pode não valer a pena para o transportador de carga.

Afinal, vale a pena contratar um transportador autônomo?

Agora que você conhece todos os aspectos positivos e negativos de cada modelo, é mais fácil definir se a contratação autônoma faz sentido. No geral, essa é uma das modalidades mais vantajosas em relação aos custos, então a escolha vale a pena em boa parte das situações.

Por exemplo, a contratação do transportador autônomo pode ser interessante para uma empresa atender a uma demanda crescente de forma escalável. Também é uma forma de aumentar a capacidade de movimentação sem precisar investir em novos veículos e seus cuidados.

Para o profissional, a contratação desse modo pode valer a pena porque até mesmo o caminhoneiro agregado pode realizar serviços extras para outros clientes. Portanto, há um maior potencial de ganhos no modelo de atuação. 

Quando esse modelo não vale a pena?

A contratação autônoma só não tende a ser vantajosa quando é muito importante ter um profissional de maneira fixa, exclusiva e com subordinação.

Ainda, pode não ser possível contratar todos os profissionais como autônomos. Nesses casos, a terceirização passa a ser uma possibilidade, pois a empresa contratada proporcionará certa segurança, enquanto permite reduzir custos.

Como aproveitar essa modalidade de contratação?

Ao decidir pela contratação de um transportador autônomo, a empresa deve começar a buscar profissionais para atender às demandas. Vale estabelecer critérios que ajudem a identificar os melhores motoristas para cada tarefa. 

Ademais, é fundamental considerar qual é a necessidade quanto ao transporte. É com base nisso que será possível contratar a quantidade certa de profissionais, considerando prazos de entrega e distâncias nos fretes.

Também é importante ter atenção com a negociação das condições do contrato. O documento deve ser elaborado de modo que demonstre a relação de prestação de serviços, sem margens para interpretação da existência de vínculo trabalhista. Aqui, o jurídico especializado pode ajudar.

Para o motorista, é preciso se capacitar, manter a documentação em ordem e acompanhar as vagas para caminhoneiros. Dessa maneira, é possível encontrar oportunidades que estejam alinhadas às suas qualificações. 

Como você viu, contratar um transportador autônomo pode valer a pena tanto para a empresa quanto para o profissional. Com essa modalidade, surgem oportunidades de aumentar a capacidade de atuação de forma econômica e sem burocracia, o que pode ajudar na conquista de resultados.

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