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Logística reversa: saiba o que é e como funciona

A logística envolve diversas etapas de armazenamento, movimentação e entrega para os clientes. Porém, ela também pode ocorrer de modo inverso, tornando essencial que as empresas conheçam o que é logística reversa.

Essa é uma modalidade que tem ganhado mais espaço pelos negócios e pode trazer diversas vantagens. Para as empresas de transporte, descobrir como funciona a alternativa também é importante para ter condições de oferecer o serviço adequadamente.

Neste artigo, você conhecerá o que é a logística reversa e quais são suas principais características. Confira!

O que é a logística reversa?

A logística reversa envolve as diversas práticas e metodologias voltadas para a devolução, captação e destinação adequada de produtos, embalagens e outros resíduos sólidos. A logística tradicional funciona com a saída de mercadorias da empresa para o cliente. 

No modelo reverso, eles voltam do cliente para a companhia responsável. Por seu funcionamento, a logística reversa teve início em setores específicos, como a indústria química ou os ambientes hospitalares. Porém, com a sua ampliação, é possível encontrar diversos exemplos de empresas que adotam essa estratégia. 

Como funciona a logística reversa?

Como você viu, a logística reversa prevê a inversão da ordem de movimentação de materiais. Nesse caso, ela costuma partir do cliente final e, na última ponta, chega ao fabricante responsável. Logo, ela se baseia na reentrada de um elemento que já havia saído anteriormente na forma de venda.

Quanto ao funcionamento, existem três etapas principais relacionadas a essa área da logística. Veja quais são:

Devolução por parte do cliente

A logística reversa tem início com o cliente final, que é o responsável por devolver o produto e/ou a embalagem. Isso tende a acontecer em um ponto de coleta específico e preparado para receber esses materiais.

Envio pelo distribuidor

Quando o fabricante conta com uma rede de distribuição, os pontos de coleta são gerenciados pelos seus distribuidores. Nesse caso, são eles que captam os recursos devolvidos e os retornam diretamente para o fabricante.

Recebimento e direcionamento pelo responsável

A terceira etapa envolve o recebimento desses materiais coletados. A destinação é diferente para cada caso, considerando o impacto ambiental e o ciclo de vida.

Existem companhias que reciclam os elementos que retornaram. Eles podem se tornar novos produtos da própria empresa, como é o caso de latas de inox. Também podem servir de matéria-prima para outros itens, fabricados ou não pelo empreendimento.

Porém, também é possível que os itens sejam descartados. A diferença é que, com a logística reversa, a companhia pode fazer isso de maneira adequada, manejando a geração de resíduos e observando as práticas de sustentabilidade.

Quais são os tipos de logística reversa?

As etapas gerais apresentadas anteriormente formam um fluxo de retorno conhecido como logística reversa pós-consumo. O cliente adquiriu e utilizou o produto e, quando chega o momento de descartar, devolve para o setor empresarial. É o caso das pilhas e baterias ou dos agrotóxicos.

Contudo, também existe o retorno pós-venda, ou seja, antes do consumo. Ele ocorre, por exemplo, quando o cliente compra online e exerce seu direito de arrependimento. Também pode acontecer quando um produto apresenta defeito no prazo de garantia, sendo devolvido para que o fabricante possa investigar.

Perceba, então, que nem sempre existe um aspecto que é necessariamente ambiental nesse retorno, embora essa característica seja muito relevante em boa parte das operações.

Para que serve a logística reversa?

Uma das principais funções da logística reversa é garantir que os produtos, as embalagens ou outros elementos tenham a destinação correta. Como esse modelo logístico teve início em setores de alto risco, era essencial garantir o descarte adequado de materiais potencialmente perigosos.

Porém, com a evolução e a adoção da metodologia por outros setores, a logística reversa também passou a ter foco na sustentabilidade.

Já quando ela é feita no momento pós-venda, sua função envolve a satisfação do consumidor. Se o cliente puder devolver o item que não se adequou às suas expectativas, por exemplo, a tendência é que tenha uma experiência mais positiva com a empresa.

Quais são as vantagens desse processo?

Se a logística reversa for desenvolvida corretamente, ela pode ter um papel importante nos resultados do negócio. Devido a suas funções, é comum que ela favoreça os resultados do negócio que a aplica. Contudo, isso exige uma execução adequada. 

A seguir, você descobrirá quais podem ser os pontos positivos desse tipo de movimentação. Confira!

Atendimento à legislação

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), ou Lei n.º 12.305/2010, prevê um conjunto de ações a ser adotado por empresas que contam com a geração de resíduos. Em especial, é o caso de indústrias e fabricantes em geral de produtos diversos.

Com o uso da logística reversa, a companhia terá condições de atender à norma, por ter um controle maior sobre o descarte e/ou a destinação dos itens e materiais. Portanto, a metodologia pode ajudar a garantir o alinhamento da empresa às questões legais. 

Redução dos desperdícios

Dependendo do tipo de material, a logística reversa pode ajudar a reduzir desperdícios. Nos casos em que a reciclagem é possível, o retorno dos itens para a empresa permite que os elementos sejam utilizados como matéria-prima de novos processos de fabricação.

Logo, o que se transformaria em lixo passa a ser uma matéria-prima, diminuindo os desperdícios de recursos. Dessa forma, também há como reduzir os custos e melhorar a lucratividade da operação.

Reforço da sustentabilidade

A logística reversa pode ter um aspecto social e ambiental. Com menos desperdícios e menos descartes feitos incorretamente, a tendência é que o meio ambiente fique mais protegido. Além disso, o processo de reciclagem pode ajudar a empregar famílias, gerando renda. 

De modo geral, o retorno também se baseia na criação de uma conexão com a comunidade. Assim, empresas que realizam a logística reversa podem apresentar um desenvolvimento econômico mais sustentável.

Criação de um diferencial competitivo

Dependendo da forma como uma empresa faz a logística reversa e como ela é comunicada, a etapa pode se transformar em um diferencial competitivo. Um negócio que dê descontos para clientes que deixam seus antigos produtos em pontos de coleta, por exemplo, pode se destacar entre os concorrentes.

Ademais, a questão da sustentabilidade tende a favorecer a imagem e o posicionamento do negócio. Dessa maneira, a logística reversa pode ser um componente importante para a obtenção de resultados mais positivos.

Ainda, quando a estratégia é executada no pós-vendas, ela pode impactar a satisfação e a fidelização de clientes. Como consequência, pode se tornar um elemento determinante para a escolha do fornecedor por parte do público.

Quais são os riscos que podem estar atrelados?

Ao mesmo tempo em que é positiva, o processo de logística reversa pode apresentar riscos. Os principais envolvem a falta de planejamento e a execução inadequada. 

Em ambas as situações, podem ocorrer descumprimento da lei (quando aplicável), gastos excessivos ou baixa adesão por parte do público, por exemplo. 

Tudo isso afeta a consolidação dos benefícios, tornando o processo menos eficiente. Porém, os riscos maiores existem diante da não realização de logística reversa quando ela, de fato, é necessária.

Como lidar com a logística reversa?

Para realizar a logística reversa, é necessário ter um planejamento completo e estruturado. Somente assim é possível criar o fluxo adequado para que o material siga do cliente final até a estrutura do negócio. Nesse ponto, pode ser interessante contar com a parceria dos distribuidores.

Porém, também é essencial dispor da ajuda de um operador logístico. Ele ficará responsável por fazer a movimentação entre os pontos. Normalmente, isso é feito ao contratar uma empresa de transporte que atue com esse tipo de serviço.

Outra questão que merece atenção é o acompanhamento de resultados ao implementar esse tipo de logística. Essa prática se torna essencial para identificar pontos fortes e fracos, possibilitando um processo contínuo de melhorias.

Como fazer a logística reversa no dia a dia da empresa de transporte?

Como foi possível aprender, o parceiro logístico é uma peça fundamental para que a logística reversa ocorra como o esperado. Sendo assim, é importante que a empresa de transporte também esteja preparada para atender a essas necessidades.

Para tanto, o primeiro passo é entender, de modo aprofundado, como a logística reserva é executada e como se encaixa entre os serviços já prestados. Se a transportadora já atende empresas que realizam o procedimento, por exemplo, oferecer esse tipo de movimentação pode agregar valor.

Também é fundamental fazer um planejamento estratégico para incorporar o fluxo na ordem contrária. É preciso estar pronto para o embarcador se tornar o destino das entregas. Isso envolve avaliar as rotas e a área atendida, além de planejar as coletas.

Ainda, pode ser interessante aproveitar viagens de retorno, já com o veículo vazio, para realizar coletas, por exemplo. Ao mesmo tempo, deve-se ter atenção com os prazos. A logística reversa deve ser eficiente, mas não deve afetar negativamente outras entregas.

Portanto, o foco deve estar em saber como sincronizar entregas na direção oposta com as movimentações focadas no cliente final. Nesse sentido, vale a pena contar com planejamento, tecnologia e seguros de carga obrigatórios.

Com essas informações, agora você sabe o que é a logística reversa e como ela se caracteriza. Além das empresas fabricantes, os negócios de transporte devem conhecer a alternativa, já que esse serviço pode ser adicionado ao portfólio de soluções logísticas.

Na hora de realizar movimentações de carga com a devida proteção, contratar seguros de transporte é essencial. Conheça as soluções da Mutuus Seguros, parceira da Frete com Lucro!