Publicado em 17/11/ 2021

Agregar Fiorino à frota de uma transportadora: vale a pena?

Quem tem uma empresa transportadora pode se perguntar se vale a pena agregar Fiorino à frota. Para definir essa possibilidade, é fundamental saber como funciona o processo de agregar veículos e suas vantagens.

Além disso, a transportadora deve conhecer o veículo, suas principais utilidades e como realizar o procedimento. Dessa maneira será possível montar uma estratégia, fazer um planejamento e reduzir custos com o procedimento.

Pensando em ajudá-lo a tomar a melhor decisão, neste conteúdo você descobrirá se vale a pena agregar Fiorino à frota, conhecendo também os cuidados antes da escolha. Continue a leitura!

Como funciona o ato de agregar veículos? 

Agregar veículos é o ato de realizar um acordo entre motorista e transportadora referente ao comprometimento de realização de transportes para a empresa. Para entender melhor, é preciso conhecer as partes desse contrato e como elas se vinculam.

De um lado está um motorista autônomo que tem um veículo próprio em seu nome — que pode ser comprado ou arrendado. De outro lado está a transportadora que deseja contar com um motorista fixo para realizar os transportes necessários.

Assim, o veículo pode ser agregado à frota da transportadora e o motorista passará a prestar serviços exclusivos. Essa forma de contratação não pode ser confundida com um vínculo empregatício, pois há diferenças importantes.

Primeiro, não há necessidade de pagamento de verbas trabalhistas por parte da transportadora. Ou seja, não existe salário fixo, adicionais como férias e décimo terceiro, vale-alimentação e outras regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Já o motorista não está subordinado formalmente à transportadora. Então, não há registro na carteira nem cumprimento de jornada de trabalho e horários. Além disso, o veículo continua em seu nome e ele é responsável pelo transporte.

Também não se pode confundir o agregado com o terceirizado. Como você viu, ao agregar um veículo, utiliza-se os serviços de um motorista autônomo que passa a executar transportes de forma exclusiva à transportadora.

Na terceirização há o intermédio de uma empresa terceirizadora que tem um vínculo empregatício com o motorista. Logo, ela oferece a mão de obra por meio de contratos com a transportadora e não diretamente com o motorista.

Por que esse processo é importante para as transportadoras?

Depois de entender o que é o ato de agregar veículo à frota da transportadora, é preciso saber se ele vale a pena. A seguir você conhecerá as principais vantagens dessa prática!

Estabilidade de motoristas

A primeira vantagem ao realizar o ato de agregar veículos diz respeito a contar com uma estabilidade de motoristas. Isso porque não será necessário entrar em contato com diversos prestadores de serviços para verificar quais deles podem realizar o transporte.

Com um motorista com veículo agregado, basta entrar em contato, informar sobre o transporte e contar com os serviços. Isso reduz a necessidade de procura por interessados, avaliação de valores cobrados e outros procedimentos burocráticos.

Com um veículo agregado você já sabe como o motorista trabalha, seu desempenho e particularidades. Caso precise entrar em contato com motoristas autônomos, a logística pode ser prejudicada. Afinal, eles terão características diferentes que devem ser consideradas.

Facilidade para os transportes

Essa estabilidade também evita dificuldades para os seus transportes. Ao receber um pedido de carga e buscar motoristas prestadores de serviços, por exemplo, é possível que a transportadora não encontre a pessoa certa para o serviço.

Nesses casos, você depende da disponibilidade de cada um, do veículo que possuem, do valor que cobram e outros detalhes. Desse modo, pode ser que o transporte aconteça depois do prazo ou mesmo não possa ser realizado.

Isso traz diversos problemas para a transportadora, já que os embarcadores terão uma experiência negativa com o pedido de transporte. Portanto, eles podem buscar concorrentes ou não retornarem para novos pedidos.

Redução de custos

Todos os benefícios citados até aqui geram a redução de custos para a empresa de transporte de cargas. Como você viu, com um motorista agregado não há necessidade de fazer registros na carteira de trabalho.

Como esse ato não é considerado uma relação de emprego, também não gera os encargos trabalhistas normais. Assim, a transportadora não precisa pagar férias, horas extras, adicional noturno, entre outros.

Ademais, ao não ter que buscar motoristas diferentes para cada viagem há uma redução de custos em relação à logística. Basta entrar em contato com o agregado e informar sobre o transporte de carga.

Vale a pena agregar Fiorino?

Agora você já sabe as principais vantagens de agregar veículos à frota da transportadora. Mas, no caso do Fiorino, será que vale a pena? Para responder essa pergunta você deve conhecer o carro e verificar se ele pode suprir as necessidades da empresa.

O Fiorino é um veículo da classe comercial leve. Ele é fabricado desde 1977 pela marca italiana Fiat, muito conhecida dos brasileiros. Na Europa, foi vendido até 2000, voltando com um novo modelo em 2007.

No entanto, no Brasil ele foi fabricado e vendido ininterruptamente desde o ano de seu lançamento. Além disso, o Fiorino já passou por três gerações, sempre baseado em outros carros da montadora e com uma carroceria maior para carga.

A terceira geração brasileira, comercializada até o momento em 2021, foi lançada em 2013. Ele é baseado no Novo Uno, um carro popular da Fiat. O Fiorino, contudo, possui modificações importantes para o transporte de cargas.

O modelo 2020 apresenta 3 versões e tem carroceria de furgão/picape com capacidade para até 650 kg de carga. É possível encontrá-lo em versões com a caçamba aberta ou totalmente fechada, dependendo da necessidade.

Com essas informações você pode perceber que o Fiorino é um veículo versátil. E ele não necessita de carteira de categorias especiais, dado o seu tamanho. Ainda assim, pode suportar até 650 kg de carga e é adequado para transportes dentro da cidade ou entre municípios.

Por ser baseado no Fiat Uno, ele é considerado um carro econômico, mas a sua autonomia depende do uso, da carga e da rota. Ele também possui diversos tipos de motores de várias categorias, o que pode facilitar a escolha por um modelo ideal para suas necessidades.

Quais outros veículos mais comuns para agregar?

Se você ficou interessado nas possibilidades e capacidade de um Fiorino, pode querer conhecer outros da mesma categoria. Assim, é possível entender quais são os modelos relacionados para agregá-los à frota com a mesma finalidade.

Além do Fiorino, existem 3 veículos comerciais leves de carga que merecem destaque. Eles têm capacidade de carga no baú de 800 kg no modelo 2020. São: Renault Kangoo, Citröen Berlingo e Peugeot Partner.

Apesar de todos terem mais capacidade de carga do que o Fiorino, é preciso considerar as dimensões do baú. Essa informação é muito importante para o transporte, principalmente para cargas indivisíveis.

Nesse sentido, confira as dimensões dos modelos apresentados:

  • Fiorino 2020: o baú tem 1,88 m de comprimento, 1,33 m de altura e 1,08 m de largura;
  • Kangoo 2020: baú com altura de 1,21 m, comprimento de 1,96 m e 1,67 m de largura;
  • Berlingo e Partner: possuem o mesmo baú com 1,25 m de altura, 1,16 m de largura e 1,70 m de comprimento.

Como realizar o processo de agregar veículos?

Se você decidiu que agregar Fiorino à frota da transportadora pode trazer vantagens para seu negócio é preciso saber como realizar esse processo. Para isso, é essencial fazer um contrato para agregar veículos com um profissional qualificado.

Nesse contrato devem constar todas as regras referentes ao negócio. As principais são os dados pessoais do proprietário e do motorista, a qualificação do veículo e informações sobre o modelo.

Também existem diversas exigências para que o contrato seja regular. Entre elas estão a forma de pagamento que deve ser predefinida.

 Você pode optar entre diversas alternativas para calcular o pagamento dos serviços, veja só:

  • valor por quilômetro rodado;
  • percentual da nota fiscal da carga;
  • pagamento semanal;
  • pagamento mensal;
  • pagamento por viagem.

Além disso, questões como pagamento de pedágios, frete da volta, frequência de transportes e período da agregação são fundamentais no contrato.

Quais os cuidados ao realizar esse processo?

Agora você conhece algumas das regras para agregar Fiorino à frota. É preciso tomar cuidados importantes para não ter problemas nesse processo. E o principal deles se refere à documentação. 

Sempre exija os seguintes documentos antes de agregar o veículo à frota:

  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista;
  • RG e CPF;
  • Comprovante de residência;
  • Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC);
  • Número da conta bancária.

Além disso, não deixe de exigir os seguintes requisitos para os motoristas proprietários dos veículos agregados:

  • rastreamento veicular;
  • seguro auto compatível com os transportes a serem realizados;
  • veículo com menos de 10 anos do lançamento.

Também vale a pena tomar cuidados importantes para não configurar uma relação empregatícia. Dessa maneira, não pode haver subordinação nem um controle de jornada de trabalho, por exemplo. Afinal, essas são exigências da CLT.

Se ficar comprovado que o motorista cumpria horários, era subordinado e outros requisitos da relação empregatícia, ele poderá requerer um reconhecimento de vínculo judicialmente. Assim, a transportadora terá que pagar todas as verbas em atraso e indenizações.

Conseguiu definir se vale a pena agregar Fiorino à frota de sua transportadora? Como você viu, é preciso considerar as necessidades de transporte de sua empresa e as possibilidades do veículo. Desse modo será possível avaliar a alternativa.

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