Como calcular frete? 6 Dicas para avaliar o preço do transporte de cargas!

Como calcular frete? 6 Dicas para avaliar o preço do transporte de cargas!

Elaborar um orçamento para o cliente requer muita atenção aos detalhes. Afinal, um pequeno erro nessa etapa pode fazer o caminhoneiro autônomo ou a empresa de transporte de cargas ter prejuízo. Por isso, é fundamental saber como calcular o frete.

É preciso até mesmo considerar certos custos invisíveis — que podem passar despercebidos, resultando em prejuízo. Por isso, neste post, você encontrará 6 dicas que farão toda a diferença no seu próximo cálculo de frete.

Quer aprender a definir preços acertados para os seus fretes? Então continue a leitura e aproveite as orientações!

1. Calcule o frete mínimo

O primeiro passo antes de fazer qualquer cálculo é descobrir qual é o frete mínimo definido pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Para isso, acesse a Resolução n° 5.867/2020, que contém as instruções para o cálculo. Quanto à tabela de frete da ANTT, está na Resolução n° 5.923/2021.

Defina o tipo de carga a ser transportada e identifique a quantidade de eixos necessários para o transporte. Depois, verifique os coeficientes de custo de deslocamento e de carga e descarga, bem como a distância a ser percorrida.

É interessante notar que o ideal não é cobrar apenas o frete mínimo. Na verdade, será preciso considerar outros fatores — a fim de calcular um frete com lucro ao final. Ainda assim, saber o frete mínimo é essencial para ter êxito nessa jornada.

2. Conheça o custo gerado pela carga

O custo do transporte de cargas deve considerar as características específicas do que está sendo transportado. Por exemplo, o fato de a carga ficar sob a responsabilidade do transportador já enseja um custo.

Assim, considere o valor da carga. Geralmente, cobra-se um percentual do valor da nota fiscal para fins de seguro, e isso deve entrar no seu cálculo de frete.

Além disso, ela pode causar mais ou menos gastos pelo desgaste no veículo, conforme suas particularidades. O próprio consumo de combustível é influenciado pelo peso daquilo que está sendo transportado.

Outro fator importante é o volume da carga. Mesmo que ela seja leve, como acontece com peças de isopor e colchões, ocupa espaço. Assim, isso também deve ser considerado e cobrado.

Para calcular o peso cúbico, verifique qual é o volume, multiplicando as três dimensões da carga. Depois, multiplique o resultado por 300, que é o fator de cubagem geralmente usado em transportes rodoviários.

3. Calcule o custo da viagem

O planejamento de viagens vai além do consumo de combustível. Por exemplo, há os gastos com pedágio, para que o embarcador arque com essa despesa. Contudo, é digno de nota que o custo do pedágio não é mais embutido no frete.

A Lei n° 10.209/2001 instituiu o vale-pedágio. Este envolve o pagamento antecipado por parte do embarcador e a entrega do comprovante ao prestador de serviço. Em 2008, a ANTT regulamentou o procedimento por meio da Resolução n° 2.885.

É importante ficar atento a isso para evitar absorver despesas que são de responsabilidade do cliente. Para o cálculo do seu custo, considere também os gastos com pernoite e alimentação — os quais são inerentes a viagens mais longas.

E tenha cuidado: esse cálculo requer que se pense não apenas na distância, mas também em eventuais dificuldades que possam aumentar a duração da viagem. Para fazer o cálculo de viabilidade e retorno de maneira simples, clique aqui e acesse nossa planilha!

4. Fique atento aos custos invisíveis

No gerenciamento de transportes, é fundamental considerar os custos invisíveis — aqueles que podem facilmente passar despercebidos. Por exemplo, a própria posse de um veículo gera despesas que devem ser custeadas pelos fretes.

Isso inclui impostos como IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor), licenciamento e seguro de carga obrigatório. Além disso, trocas de pneus, manutenção e seguro veicular são despesas de alto custo.

Elas devem ser diluídas entre os fretes realizados ao longo de determinado período. Até mesmo a depreciação do veículo deve ser considerada, uma vez que será necessário trocá-lo em algum momento.

Em algumas viagens, é preciso contratar um ajudante como operador de empilhadeira ou segundo condutor, por exemplo. Nesse caso, não se esqueça de considerar a remuneração desse trabalhador no cálculo do frete.

Por fim, impostos como ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) não podem ser esquecidos.

5. Defina taxas adicionais

Vale a pena considerar o cuidado para não absorver custos de serviços adicionais que são de responsabilidade do embarcador. Para isso, é importante definir certas taxas que devem fazer parte do cálculo de frete.

Elas incluem taxas de:

  • armazenamento;
  • risco;
  • difícil acesso;
  • devolução;
  • dificuldade na entrega;
  • reentrega;
  • restrição de trânsito.

6. Automatize o cálculo do frete

Como vimos, o cálculo de frete envolve muitas variáveis, e isso pode levar a erros. Por isso, vale a pena usar planilhas que automatizam a tarefa para definir o preço do serviço de maneira acertada.

Aqui no Frete com Lucro, por exemplo, você encontra diversas planilhas que se aplicam a situações específicas. Se ainda não começou a usar esse tipo de ferramenta, faça isso o quanto antes.

Essa é uma maneira de definir um preço justo para o seu serviço, o que colabora para a lucratividade do seu negócio.

Para fazer o cálculo de frete rodoviário de maneira facilitada, disponibilizamos algumas planilhas para te auxiliar:

Conclusão

Como você pode ver, a definição do frete deve ser criteriosa. Por isso, para saber qual é o lucro mensal de um caminhão, é fundamental considerar todos os custos apresentados neste conteúdo. Isso permite calcular de maneira exata o lucro proporcionado pelo veículo.

Saber como calcular frete é o passo inicial para garantir uma prestação de serviços lucrativa. Esse cálculo não pode ser feito de maneira apressada, já que envolve diversos elementos. A fim de não errar, lembre-se de usar planilhas que automatizam a atividade.

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